“Cada um dê como dispôs em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria” (2ª.COR 9,7 )

DÍZIMO

As Perguntas que gostaria de fazer e as Respostas para elas.
Concerteza já ouviu falar do Dízimo.
Tem uma vaga ideia do que é.
Mas será que sabe realmente aquilo que é?

Provavelmente tem uma ideia incorrecta porque não está devidamente informado acerca da sua origem, do que representa, e daquilo que implica.

O que é o Dízimo?
É a contribuição consciente e generosa do crente, membro da Igreja, de parte do seu rendimento, para que esta possa levar a cabo a sua missão.

O que significa a palavra “Dízimo”?
Significa a décima parte, ou se quiser, dez por cento de qualquer coisa.
Isso significa que tenho de contribuir com um décimo do meu rendimento?
Não. Cada crente deve contribuir conforme as suas possibilidades pessoais. É importante que contribua com um valor que não seja tão elevado a ponto de perturbar a sua vida pessoal e familiar, faltando bens essenciais.
Mas não tão baixo a ponto de não parecer uma verdadeira contribuição.

Qual é a origem do Dízimo? Isso não é coisa de outras religiões ou seitas?
O Dizimo tem a sua origem numa tradição antiga, que vem referenciada várias vezes na Sagrada Escritura. (Gn 14,20; Lv27,30; Heb 7,9). Tinha carácter sagrado e como tal, era obrigatório para todos os crentes. Consistia na oferta de um décimo dos ganhos de uma família, em dinheiro ou em géneros. Por exemplo, era normal um agricultor oferecer a décima parte da sua colheita, como sinal de agradecimento. Portanto, não é uma invenção recente de outras religiões ou seitas, mas sim algo que vem expressamente descrito na Bíblia. São inúmeros os textos bíblicos em que se fala do Dizimo, de como deveria ser pago, por quem, a quem e para quê, e do carácter obrigatório do mesmo. De facto, noutras confissões e seitas religiosas, é dada alguma importância ao pagamento do Dizimo, a ponto de ele ser obrigatório. Mas no caso da Igreja Católica, deve ser encarado como uma dádiva consciente e generosa, um gesto de partilha com os nossos irmãos.
Cada um deve contribuir com a sua parte, mas conforme as suas possibilidades. Ninguém obriga a pagar, mas cada um deve ter consciência dessa obrigação moral perante Deus e os homens. Fica à consciência de cada um a decisão de contribuir ou não, assim como, a quantia que oferece por mês.

Então, porque razão não o pagamos agora?
O Dizimo foi pago até ao século dezanove, altura em que se deu a separação da Igreja e do Estado. Até aí, dos impostos pagos por todos, uma parte era devida à Igreja Católica, para fazer face às suas necessidades, e às daqueles que eram auxiliados por Ela. A partir de então, o Dizimo foi extinto, e a Igreja foi obrigada a arranjar outra solução para fazer face às suas despesas, e que é aquela que ainda hoje existe: o pagamento de um valor por cada serviço religioso que seja solicitado, como uma intenção de missa, a celebração de um baptismo, matrimónio, ou de umas exéquias.

E a forma de pagamento actual não serve?
O sistema actual tem a desvantagem de parecer uma venda de bens e valores religiosos, até de Sacramentos! Como se o que vem de Deus pudesse ser comprado, o que não é possível, pois é dádiva do Pai, dom gratuito da Sua Graça. Além disso, não tem um carácter regular, mas tem altos e baixos ao longo do ano. Ora, a Igreja funciona durante todo o ano, mesmo durante as nossas férias, e precisa de programar as suas actividades de acordo com um orçamento o mais realista possível. Para consegui-lo, é necessário saber, com alguma antecedência, qual o valor de receitas com que poderá contar nos meses que se seguirão, e isso não é possível com pagamentos irregulares.

Para onde vai o dinheiro do Dízimo?
O Dizimo destina-se a fazer face às necessidades da Igreja local, essenciais ao seu funcionamento, tais como a manutenção e conservação (limpeza, pagamento de água e electricidade, substituição de lâmpadas), compra de material litúrgico (ex: alfaias, paramentos e livros), material para catequese e outras formas de evangelização (catecismos e material audio-visual), e para prover o sustento dos sacerdotes. Por outro lado, para fazer face às necessidades de quem mais precisa. É imprescindível para a Igreja criar estruturas sociais que embora contem com apoios do poder central e local, dependem, antes de tudo, das contribuições dos fiéis da paróquia. Por último, parte do dinheiro angariado servirá para a construção das novas igrejas já projectadas (da Arroja e da Codivel).

Como é que será gerido o meu Dizimo?
Com seriedade, transparência e dedicação. O Dizimo é a forma mais prática e segura de angariar e gerir as dádivas dos fiéis da paróquia. Ao apelar à generosidade de todos, de forma regular (mensalmente), permite recolher um valor mais elevado de contributos, o que facilita a gestão atempada das actividades da paróquia. Além disso, para que não restem dúvidas, e para que cada um se sinta participante activo numa obra que é de todos nós, os relatórios de contas e de actividades realizadas e planeadas, poderão ser consultados por qualquer fiel que contribua com o seu Dizimo:
“ (Fonte: Folheto distribuído aquando da implementação do dízimo na Paróquia – Ano Pastoral 2005/2006)

A Pastoral do Dízimo tem como missão orientar os membros das comunidades sobre o verdadeiro sentido do Dízimo e levá-los a valorizar a colaboração como ação de graças pelo que recebemos de Deus.

São compromissos da Pastoral:
• Registar os dizimistas em cada comunidade;
• Distribuição mensal dos envelopes – último domingo de cada mês;
• Recolha mensal dos envelopes – primeiro domingo de cada mês;
• Organização de dois encontros anuais com os dizimistas.

A Pastoral do Dízimo